Upside gigantesco contrasta com queda de 50% no papel desde 2024
JP Morgan — Em relatório divulgado recentemente, o banco calculou que a ação da Randoncorp pode saltar até 230%, mesmo depois de despencar mais de 50% desde o início do ano passado.
- Em resumo: só a fatia de 50,6% na Frasle já supera em 180% a cotação atual da Randoncorp.
Fatia na Frasle sustenta tese de valorização
Usando a metodologia de soma das partes e dados públicos da Reuters, o analista Marcelo Motta estimou que a participação na Frasle vale R$ 3,13 bilhões, ou R$ 8,95 por ação da Randoncorp.
“Isso sugere que o mercado está efetivamente atribuindo um valor negativo de cerca de R$ 1,41 bilhão para as operações da Randoncorp excluindo a Frasle,” escreveu o JP Morgan.
Mesmo sem considerar a subsidiária, o banco vê alta potencial de mais de 50% graças aos segmentos de autopeças (R$ 4,70 por ação) e serviços financeiros (R$ 2,70).
Juros altos e demanda fraca ainda pesam no curto prazo
No cenário macro, a manutenção da Selic em patamar elevado e a queda de 18% nas vendas domésticas de implementos rodoviários pressionam margens: o EBITDA do 1º tri foi de R$ 370 milhões, recuo de 13% ano a ano.
Apesar disso, o múltiplo de 4,8x EBITDA coloca a Randoncorp abaixo de pares como Marcopolo e Tupy. Historicamente, esses descontos tendem a fechar quando a produção de caminhões volta a crescer — algo que pode ocorrer com a retomada cíclica prevista pelo Banco Central para 2026.
Como isso afeta o seu bolso? A precificação negativa pode transformar a ação em oportunidade ou armadilha de valor — depende da velocidade da recuperação industrial. Para acompanhar análises semelhantes, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Randoncorp