Aversão ao risco ganha força com salto do petróleo e núcleos de inflação nos EUA
Banco Central dos Estados Unidos (Fed) – a leitura mais firme dos núcleos de inflação americana, divulgada recentemente, reforçou a ideia de juros elevados por mais tempo e, em efeito cascata, acendeu o sinal de alerta nos mercados emergentes e no bolso do investidor brasileiro.
- Em resumo: petróleo em alta reaquece o medo de inflação global, eleva taxas futuras e empurra o Ibovespa para a faixa dos 180 mil pontos.
Pressão das commodities reacende debate sobre a Selic
O barril do Brent renova máximas de semanas e, segundo dados da Reuters, já se aproxima da marca dos US$ 84, encarecendo insumos e elevando custos logísticos. Esse movimento alimenta apostas de menor espaço para cortes agressivos da Selic, refletidas na abertura da curva de juros futuros.
“A curva de juros futuros abre ao longo dos vencimentos, com o mercado voltando a precificar taxa terminal mais elevada, o que pesa sobre ativos de risco.”
IPCA dentro da meta, mas composição preocupa analistas
No Brasil, o IPCA divulgado na última sessão veio em linha no índice cheio, porém os serviços – componente sensível a salários – avançaram acima do esperado. Historicamente, quando o núcleo de serviços ganha tração, o Banco Central do Brasil tende a optar por cautela, evitando cortes rápidos na taxa básica.
Como isso afeta o seu bolso? Juros mais altos encarecem crédito, reduzem a atratividade de ações sensíveis a consumo e mantêm o dólar fortalecido frente ao real. Para entender outros desdobramentos da política monetária, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Petrobras