Relatório acende alerta sobre nova “indústria” de cibercrime estatal
CertiK — A empresa de segurança em blockchain revelou que, só em 2025, grupos ligados à Coreia do Norte roubaram US$ 6,7 bilhões ao invadir 263 projetos de criptoativos, concentrando 60% de todas as perdas mundiais e pressionando os custos de proteção em finanças descentralizadas.
- Em resumo: a ofensiva de Pyongyang já esvaziou carteiras em ritmo superior a US$ 550 milhões por mês.
Lavagem relâmpago encarece a segurança DeFi
Segundo o relatório, os hackers conseguem mascarar os recursos “em poucas horas” por meio de corretoras descentralizadas e pontes entre blockchains. Casos assim levaram 86% dos valores furtados a desaparecer quase totalmente em 30 dias, prática que especialistas da Reuters classificam como “lavanderia em escala industrial”.
Grupos ligados à Coreia do Norte se transformaram de atacantes oportunistas na força principal do crime de criptoativos, responsáveis por cerca de 60% de todas as perdas por roubo somente em 2025.
O que investidores precisam monitorar agora
O domínio norte-coreano continuou em 2026, respondendo por 55% das perdas parciais já registradas. Para analistas, essa escalada eleva o prêmio de risco de projetos DeFi e pode encarecer seguros contra ataques, ampliando o spread cobrado por protocolos que buscam captar capital.
No Brasil, o Banco Central discute tornar obrigatória a prova de reserva de segurança para prestadores de serviços de criptoativos — medida que, se adotada, aproximaria o país de regras vistas nos Estados Unidos e na União Europeia.
Como isso afeta o seu bolso? Maior custo de proteção tende a reduzir o rendimento líquido de aplicações em DeFi e aumentar taxas nas corretoras. Para mais detalhes sobre ataques cibernéticos e impacto nos investimentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CertiK