Gestora acelera venda de agências antigas para reciclar portfólio e blindar renda
Tivio Capital iniciou recentemente uma mudança estratégica no fundo imobiliário TVRI11, enxugando a exposição histórica ao Banco do Brasil e abrindo espaço para contratos de longo prazo nos setores de varejo e saúde – dois ramos que costumam atravessar ciclos econômicos com menor volatilidade.
- Em resumo: oito agências do BB já foram vendidas e parte do caixa foi reinvestida em clínicas e lojas alimentar, mirando fluxo previsível de aluguel.
Venda de imóveis bancários libera caixa para novos segmentos
Segundo Adriano Mantesso, Head de Real Estate da gestora, dois terços da área locável – cerca de 300 mil m² – ainda pertencem a escritórios do Banco do Brasil. A meta, contudo, é reduzir essa concentração de inquilino ao longo dos próximos trimestres. A estratégia replica um movimento observado em outros fundos listados na B3; dados compilados pela Reuters mostram que portfólios diversificados obtiveram menor vacância em 2023.
“O que falta no nosso portfólio até agora é diversificação de inquilino e tipo de imóvel”, afirmou Mantesso durante transmissão no YouTube do InfoMoney.
Ganhos de capital podem reforçar dividendos ao cotista
Parte das agências vendidas alcançou preço acima do valor patrimonial porque o terreno passou a valer mais do que a renda de aluguel. Esse timing favorável de mercado, com cap rates comprimidos, abre espaço para distribuição extraordinária de ganhos de capital. Para o investidor, isso significa potencial de incremento no dividendo mensal, hoje principal atrativo dos FIIs em meio à Selic de dois dígitos.
Historicamente, o índice IFIX acumula valorização de 15% nos últimos 12 meses, de acordo com a B3, impulsionado justamente por fundos que realizaram reciclagem ativa de ativos. Ao adicionar imóveis de saúde – segmento considerado defensivo – e varejo alimentar, a gestora pretende reduzir risco de vacância e indexar contratos ao IPCA, protegendo o poder de compra do cotista.
Como isso afeta o seu bolso? Menor concentração em um único locatário tende a estabilizar dividendos e reduzir sustos com revisões contratuais. Para acompanhar outras mudanças estratégicas no universo de FIIs, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco do Brasil