Máxima histórica esconde espaço para valorização das cotas
Banco Central – A decisão recente de manter o ritmo lento de cortes e fixar a Selic em 14,50% sustenta o juro real elevado, mas não impediu que o IFIX renovasse recorde próximo dos 4 mil pontos, deixando fundos imobiliários (FIIs) negociados com abatimentos expressivos frente ao valor patrimonial.
- Em resumo: mesmo no topo, o índice ainda embute descontos que chegam a 30%, abrindo janela para ganho de capital e dividendos acima de 10% ao ano.
Descontos persistem apesar do rali
Levantamento de casas como Itaú BBA e Rio Bravo indica que fundos de lajes corporativas e logística seguem com cotas em média 10% mais baratas, alcançando 30% nos casos de portfólios corporativos. De acordo com dados da Reuters, a taxa de vacância desses segmentos recuou para mínimas históricas, reforçando o potencial de valorização quando o custo de capital cair.
“Os FIIs competem com a renda fixa longa, mas continuam oferecendo retorno de 10% a 12% ao ano em dividendos, quase 1% ao mês, mesmo num cenário cauteloso”, resume Marcos Baroni, head de fundos imobiliários da Suno Research.
Queda gradual dos juros pode acelerar ganhos
Histicamente, cada redução de 1 ponto percentual na Selic diminui o yield exigido pelos investidores e comprime o desconto sobre o valor patrimonial, elevando a cota. A última vez que o juro básico recuou abaixo de 10% – em 2020 – o IFIX valorizou cerca de 15% em doze meses.
Ainda que o corte seja tímido, especialistas veem efeito duplo: compressão de cap rates nos “fundos de tijolo” e alívio no risco de crédito dos “fundos de papel” atrelados ao CDI. Com isso, o investidor tende a receber dividendos estáveis no curto prazo e, no médio, capturar ganho de capital quando os contratos forem marcados a uma taxa menor.
Como isso afeta o seu bolso? Se o desconto fechar pela metade, o investidor pode acumular retorno adicional de 15% a 20% apenas pela reprecificação. Para aprofundar o tema e conhecer estratégias que combinam renda e potencial de alta, acesse nossa editoria de Investimentos Inteligentes.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney