Pressão externa e dados fortes de inflação testam nervos do investidor brasileiro
B3 – Na manhã de 13/05/2026, o Ibovespa operava no vermelho, tentando não perder a marca psicológica de 180 mil pontos, em meio a avanço do dólar para R$ 4,91 e alta generalizada nos contratos de juros futuros.
- Em resumo: correção global pós-PPI dos EUA elevou a moeda americana e fez o DI jan/29 superar 13,80% ao ano.
Dólar acelera após PPI dos EUA surpreender
A moeda americana ganhou tração logo após o índice de preços ao produtor dos Estados Unidos subir 1,4% em abril, quase o triplo do consenso. A leitura reforça apostas de juros altos por mais tempo no Fed, o que redireciona fluxo para mercados considerados mais seguros. Segundo dados da Reuters, a precificação de novos aumentos de juros nos EUA saltou para 11 pontos-base.
“Esse PPI reforça o cenário de inflação persistente e limita o espaço para cortes, apertando as Treasuries e, por consequência, as curvas de países emergentes”, avaliou Bruno Shahini, da Nomad.
Por que os 180 mil pontos viraram linha de defesa do índice
Apesar da queda acumulada de 4,5% em maio, o Ibovespa ainda exibe ganho de quase 12% no ano. O patamar atual coincide com o recorde histórico registrado no fim de março, o que o torna zona de suporte técnico e psicológico para gestores locais. Historicamente, correções de 5% a 7% após picos costumam atrair recompras, sobretudo quando o múltiplo preço/lucro do índice cai para perto de 8,5 vezes – nível visto na pandemia e em 2022.
Como isso afeta o seu bolso? A combinação de dólar mais caro, contratos de DI em alta e bolsa pressionada tende a encarecer viagens e importados, além de elevar o custo de financiamento das empresas — elementos que podem mexer com seus investimentos de renda variável e fixa. Ainda tem dúvidas sobre como ajustar a carteira? Confira nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / B3