Margens sobem e nova fase da companhia mira maior geração de caixa
Dasa – A rede de medicina diagnóstica voltou ao azul no primeiro trimestre de 2026, registrando lucro líquido de R$ 9 milhões e sinalizando aos investidores que a reestruturação iniciada em 2025 começa a produzir efeitos no caixa e na alavancagem.
- Em resumo: lucro de R$ 9 mi, Ebitda avança 28% e dívida líquida recua 46%.
Eficiência operacional impulsiona margens
Com Ebitda de R$ 573 milhões — alta de 28% — e margem 2,7 p.p. maior, a empresa atribui o salto ao corte de custos, integração de sistemas e foco no segmento premium. Um levantamento da Reuters mostra que laboratórios listados seguem a mesma rota de enxugar despesas para ganhar fôlego de caixa em meio à desaceleração do consumo de serviços de saúde.
“Foram processados mais de 123 milhões de exames entre janeiro e março, alta de 14,5% na comparação anual, enquanto o tíquete médio cresceu 0,7%.”
Contexto macro: juros em queda reforçam tese defensiva
O alívio gradual da Selic, atualmente em 9,25% ao ano, barateia o serviço da dívida e pode acelerar a desalavancagem, hoje em 2,9 vezes o Ebitda — já abaixo do patamar de 3,6 vezes de um ano atrás. Historicamente, cada ponto percentual de corte nos juros reduz em até R$ 40 milhões a despesa financeira anual da empresa, segundo cálculos do mercado.
No lado da receita, o envelhecimento da população brasileira e a popularização dos planos corporativos B2B garantem demanda resiliente por exames de alta complexidade, segmento onde as margens ultrapassam 35%. A estratégia de atendimento domiciliar, que cresce a dois dígitos ao ano, também contribui para diluir custos fixos e elevar a rentabilidade.
Como isso afeta o seu bolso? Com menos dívida e margens mais gordas, a Dasa pode distribuir dividendos já em 2027, estimam analistas. Para mais detalhes sobre o setor de saúde e oportunidades na bolsa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Dasa