Por que o elogio de Larry Fink pode acelerar a revolução dos pagamentos digitais
BlackRock – Em evento na última segunda-feira (11), Larry Fink, que administra cerca de US$ 14 trilhões, afirmou sentir “inveja” do Pix e defendeu que economias desenvolvidas adotem infraestrutura semelhante o quanto antes, acendendo alerta sobre o futuro do dinheiro e dos investimentos.
- Em resumo: maior gestora do mundo vê o modelo brasileiro como padrão a ser replicado e aponta a tokenização como próximo passo.
Pix vira vitrine de eficiência e formalização econômica
Desde 2020, o Pix soma mais de 35 bilhões de transações, segundo dados do Banco Central, reduzindo custos, fraudes e uso de papel-moeda.
“Eu gostaria que todos os países começassem a digitalizar sua moeda; isso criaria um reino totalmente diferente para o mundo”, disse o executivo.
Fink destacou ainda que a base tecnológica do Pix facilita integração com crédito, investimentos e programas públicos, ampliando inclusão financeira e rastreabilidade.
Tokenização: a nova fronteira que pode caber no seu celular
Na visão da BlackRock, transformar ações, títulos e imóveis em tokens abre caminho para carteiras digitais que concentram pagamentos, aplicações e crédito em um clique. O Brasil já sinaliza aderir à tendência: a Receita Federal reconheceu emissões de títulos tokenizados e o estoque nacional ultrapassou R$ 10 bilhões em 2026, mostra levantamento da Reuters.
Historicamente, inovações de infraestrutura como o TED (2002) e o próprio Pix (2020) comprimiram tarifas bancárias. Se a tokenização repetir o roteiro, taxas de custódia, corretagem e spread cambial podem ficar sob pressão, beneficiando diretamente o investidor pessoa física.
Como isso afeta o seu bolso? Custos menores e acesso fracionado a ativos antes restritos podem remodelar sua diversificação. Para acompanhar cada avanço da digitalização financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BlackRock