Poder de compra sofre novo baque com encarecimento da cesta básica
IBGE – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,67% em abril, impulsionado sobretudo pelo avanço de 1,34% no grupo Alimentação e Bebidas, item de maior peso na composição do indicador oficial de inflação.
- Em resumo: alimentos consumidos dentro de casa puxaram a conta, pressionando o orçamento das famílias e reavivando o debate sobre juros.
Cozinha mais cara volta a ditar o ritmo da inflação
Itens básicos como tomate, leite longa vida e café torrado lideraram as altas, segundo boletim do IBGE. Na prática, cada 1 ponto percentual de variação nesse grupo tem peso superior a 0,2 ponto no IPCA total, dada a relevância do consumo doméstico.
Grupo que mais pesa no bolso dos brasileiros subiu 1,34%, principalmente no consumo de alimentos dentro de casa.
Efeito dominó: expectativas de juros e poder de compra
A escalada dos preços de alimentos ocorre num momento em que o Banco Central mantém a Selic em 10,50% ao ano, apontando preocupação com a “desancoragem” das expectativas inflacionárias para 2026. Historicamente, avanços acima de 1% no grupo Alimentação elevam pressões por repasse em serviços, segmento que apresentou a segunda maior contribuição para o IPCA no último trimestre.
Para o consumidor, isso se traduz em menos espaço no orçamento e maior cautela na contratação de crédito, uma vez que as taxas pós-fixadas seguem atreladas à inflação corrente. Nas projeções compiladas pelo Focus, o IPCA anual já supera a meta de 3%, reforçando a atenção do mercado para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária.
Como isso afeta o seu bolso? Sua cesta de compras deve permanecer mais cara nas próximas leituras, podendo influenciar desde reajustes salariais até planos de investimento. Para mais detalhes sobre inflação e política econômica, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil