Antecipação de cargas de GNL vira trunfo inesperado da holding
Compass (PASS3) – Nos números mais recentes divulgados pela companhia, a guerra no Oriente Médio encareceu petróleo e gás natural, mas a holding conseguiu transformar o choque de preços em ganho financeiro imediato graças à sua controlada Edge.
- Em resumo: com vendas antecipadas ao mercado externo, a Edge elevou o Ebitda normalizado em 36% e susteve a pressão do custo do capital.
Edge antecipa cargas e captura prêmio do GNL
A estratégia consistiu em fechar contratos de gás natural liquefeito (GNL) em patamares historicamente valorizados, movimento favorecido pela escassez gerada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Parte dos volumes originalmente planejados para trimestres futuros foi negociada já no primeiro trimestre, garantindo margens mais gordas.
“A Europa está puxando carga, precisando de suprimento. Com essa guerra, a Ásia também está sendo impactada”, observou o CEO Antonio Simões na teleconferência de resultados.
Paralelamente, a recém‐inaugurada unidade de biometano Onebio ampliou a oferta de gás renovável, mitigando riscos de abastecimento e adicionando competitividade frente ao diesel.
Estímulo competitivo e reflexo no consumidor industrial
Segundo série histórica da Agência Internacional de Energia, o preço spot do GNL na Europa subiu mais de 50% desde o início do conflito, patamar que não era visto desde o choque energético de 2022. Ao internalizar esse ágio, a Compass reforça o caixa e sustenta investimentos em infraestrutura de gás, área estratégica à medida que o Banco Central mantém a Selic em dois dígitos, elevando o custo de financiamento.
Como isso afeta o seu bolso? Os contratos antecipados reduzem a necessidade de repassar alta de custos aos grandes consumidores industriais, freando pressões inflacionárias sobre produtos derivados de aço, vidro e alimentos processados. Para mais detalhes sobre o comportamento das ações e outras movimentações do setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Compass