Nova jogada do banco mira receitas com o boom dos ativos digitais
Bradesco – A instituição revelou, em 14/03, que estruturou uma área exclusiva para ativos digitais e fechou parceria para oferecer custódia de criptomoedas e stablecoins, movimento que pode redefinir a concorrência bancária no segmento cripto.
- Em resumo: o segundo maior banco privado do país quer guardar tokens, criptoativos e stablecoins para clientes institucionais e de varejo.
Parceiro definido e trilha regulatória em foco
Segundo Renata Petrovic, head de inovação do Bradesco, a solução de custódia abrangerá “todo o espectro” de ativos digitais e avançará no ritmo da regulamentação que o Banco Central prepara para prestadores de serviços de ativos virtuais. A autoridade monetária, que também conduz testes do real digital, vem sinalizando regras mais rígidas de segurança e rastreabilidade; em documento recente, o BCB reforçou a necessidade de compliance e KYC para o setor.
“Não nos adiantamos nem ficamos para trás. Estamos prontos para entrar no mercado no momento certo”, afirmou Petrovic durante o evento Blockchain Rio 2026.
O que muda para o investidor e para o mercado
Com a oferta de custódia, o Bradesco passa a competir com exchanges e fintechs especializadas, mas traz para o jogo o peso de uma instituição centenária, governança consolidada e uma base de milhões de correntistas. A entrada de grandes bancos tradicionalmente reduz o risco percebido por investidores conservadores e pode acelerar a adoção de criptoativos em planos de previdência, fundos multimercado e pagamentos internacionais.
Dados da Reuters indicam que o volume mensal declarado de criptomoedas no Brasil já ultrapassa US$ 2 bilhões, número que tende a crescer com infraestruturas de custódia mais seguras e integradas ao sistema financeiro.
No horizonte, o Bradesco testa ainda tokenização de identidade para agilizar cadastros (KYC) e uso de stablecoins em comércio exterior, iniciativas que podem reduzir custos cambiais e prazos de liquidação – benefício direto para empresas exportadoras e, indiretamente, para o emprego e a renda.
Como isso afeta o seu bolso? A maior oferta de serviços bancários ao redor de cripto tende a baratear tarifas, ampliar produtos e, consequentemente, abrir novas oportunidades de diversificação. Para acompanhar cada etapa dessa transformação, visite nossa editoria de tecnologia financeira.
Crédito da imagem: Divulgação / Bradesco