Por que as fintechs brasileiras não conseguem retomar fôlego nas bolsas dos EUA?
Nasdaq – Na última terça-feira (28/4), o PicPay (PICS) tombou 4,13%, enquanto a Stone (STNE) recuou 2,75%, aprofundando uma baixa que já faz o PicPay perder 38,95% desde a estreia em janeiro e arrasta a Stone a -39,43% em seis meses.
- Em resumo: o mercado questiona a qualidade dos lucros e teme um balanço fraco da Stone em 14/5.
Investidores cortam valuation do PicPay apesar de lucro recorde
A pressão sobre o PicPay reflete a decepção pós-IPO: muitos entraram para surfarem a alta inicial e saíram rapidamente, reduzindo liquidez e empurrando o preço para baixo. Dados da Reuters mostram que fintechs latino-americanas listadas em Nova York negociam, em média, a menos da metade do múltiplo observado há dois anos.
“O mercado simplesmente descartou os números e seguiu ajustando o valuation para baixo”, explicou Angelo Belitardo, gestor da Hike Capital.
Stone mira devolução de capital, mas ceticismo com 1T26 pesa
No caso da Stone, bancos como Safra e Bradesco BBI projetam queda de 24% no lucro líquido ajustado do 1T26, sinalizando crescimento lento e competição mais dura. A decisão da fintech de recomprar ações, vista pelo Goldman Sachs como tentativa de sustentar o preço, perdeu impacto diante do ritmo ainda fraco de expansão no volume de pagamentos processados.
Para além das empresas, o cenário externo também pressiona: o índice Nasdaq caiu 0,9% no mesmo dia, influenciado pela escalada do petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio – fatores que mantêm o juro americano em patamar elevado e encarecem o custo de capital para negócios intensivos em tecnologia financeira.
Como isso afeta o seu bolso? Se o clima de aversão a risco persistir, novas emissões ou ofertas de crédito dessas fintechs tendem a vir mais caras, encarecendo serviços e reduzindo retorno de investidores. Para acompanhar os próximos capítulos, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / site Nasdaq