Dólar fraco e Treasuries em baixa alimentam recuo da curva de juros brasileira
B3 – Às 9h15 desta quinta-feira (14), as principais referências de Depósito Interfinanceiro abriram em queda, refletindo a descompressão dos mercados globais e o barril do petróleo recuando mais de 1%, movimento que reduz pressões inflacionárias futuras e remodela as apostas para a taxa Selic.
- Em resumo: DI jan/27 cedeu a 14,165%, enquanto jan/29 caiu para 13,960% e jan/31 recuou a 14,040%.
Petróleo despenca e dólar recua: o gatilho por trás da virada na DI
O contrato futuro do Brent operava abaixo de US$ 85 após sinais de avanço diplomático entre Estados Unidos e China, segundo dados monitorados pela Reuters. A combinação de commodities mais baratas, dólar mais fraco e rendimento menor dos Treasuries cria espaço para alívio no prêmio de risco embutido na curva brasileira.
Às 9h15, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía 14,165%, de 14,210% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 caía para 13,960%, de 14,054%, e o para janeiro de 2031 cedia para 14,040%, de 14,115% no ajuste de quarta.
O que o recuo das taxas sinaliza para a Selic e o crédito
Historicamente, movimentos de 5 a 10 pontos-base na parte longa da curva costumam anteceder revisões nas projeções de política monetária. Para investidores em renda fixa, a queda indica expectativa de aperto menor do que o precificado há duas semanas, quando o DI jan/27 rondava 14,50%. Já para empresas, o custo de captação em debêntures e CRA tende a seguir o mesmo rumo, aliviando a pressão sobre o caixa no segundo semestre.
Como isso afeta o seu bolso? Se o recuo ganhar tração, linhas de crédito atreladas ao CDI podem ficar mais baratas nas próximas semanas. Para acompanhar a evolução diária da curva e suas implicações, acesse nossa editoria especializada.
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