Bancos aceleram para converter autonomia feminina em novos negócios
McKinsey & Company – Estudos recentes sinalizam uma transferência de riqueza sem precedentes para as mãos das mulheres, movimento que pressiona o sistema financeiro brasileiro a repensar produtos, comunicação e metas de rentabilidade.
- Em resumo: patrimônio feminino pode saltar a US$ 34 tri até 2030, abrindo amplo mercado para investimentos e consultoria.
Do crédito ao patrimônio: onde está o próximo bilhão
Nos Estados Unidos, a fatia controlada por mulheres passou de US$ 10 tri para US$ 18 tri em apenas cinco anos, segundo o levantamento. A tendência, que tende a repercutir por aqui, já força bancos e fintechs a ampliarem programas de educação financeira e a criar carteiras de investimento voltadas a diferentes perfis de risco. Para analistas ouvidos pela Reuters, ignorar esse público é perder participação num segmento que só deve crescer.
“Ter conta não é ter estratégia. Ter Pix não significa liberdade econômica”, aponta o estudo, destacando que inclusão digital precisa evoluir para autonomia financeira efetiva.
Oportunidade e desafio para fintechs e grandes bancos
O Brasil carrega um dilema: mais de 40% dos lares são chefiados por mulheres (IBGE), mas elas ainda concentram investimentos em produtos de baixo risco, segundo a ANBIMA. Iniciativas como o Caixa Pra Elas, que alcançou 40 milhões de brasileiras, mostram que a demanda existe quando combinada a orientação e canais adequados.
Historicamente, campanhas bancárias direcionadas ao público feminino focavam consumo; agora, a conversa migra para formação de patrimônio, proteção familiar e planejamento de longo prazo. Esse deslocamento ocorre em paralelo à expansão do Open Finance, que facilita a portabilidade de investimentos e pode acelerar a concorrência por esse capital.
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Crédito da imagem: Divulgação / Caixa Econômica Federal