Entenda por que a cobrança em remessas internacionais entrou no centro do debate econômico
Governo Federal — A decisão de aplicar imposto sobre compras estrangeiras de até US$ 50, batizada de “taxa das blusinhas”, tem dominado os levantamentos de opinião e já desponta como o principal foco de desgaste do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontam pesquisas divulgadas recentemente.
- Em resumo: Medida eleva custo imediato para consumidores e gera perda de aprovação popular, segundo institutos de pesquisa.
Por que a medida pesa no bolso e na popularidade
Institutos como Quaest e Datafolha vêm registrando aumento na reprovação quando o eleitor é questionado sobre a nova tarifa. Segundo dados compilados pela Reuters, o imposto eleva em cerca de 17% o preço final de itens comprados em plataformas asiáticas, líderes de vendas no Brasil.
“Sucessivas pesquisas de opinião apontam que a taxação de compras internacionais até US$ 50 foi o maior erro de Lula neste terceiro mandato.”
Contexto histórico e efeitos macroeconômicos
Até agosto de 2023, remessas abaixo de US$ 50 entre pessoas físicas eram isentas. A isenção acabou com a adoção do programa Remessa Conforme, que já exigia ICMS de 17% e agora recebeu o acréscimo do Imposto de Importação. Economistas destacam que, em um cenário de inflação de serviços resiliente e renda comprimida, qualquer acréscimo de preço em bens de consumo rápido tende a reduzir a demanda interna.
Como isso afeta o seu bolso? O novo tributo pode tornar roupas, eletrônicos e cosméticos até 20% mais caros, forçando o consumidor a repensar o carrinho virtual. Para saber como proteger suas finanças em meio às mudanças, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Canal Gov