Provisões crescentes e alívio fiscal dividem a atenção de investidores
Banco do Brasil – A poucos minutos da divulgação do balanço do 1T26, o mercado precifica uma queda abrupta no lucro da estatal, pressionada pelo salto da inadimplência entre grandes empresas e produtores rurais.
- Em resumo: analistas veem ROE recuando para 7,3% e aumento nas provisões contra calotes.
Lucro menor exige cautela com BBAS3
Na média das casas de análise, a estimativa é de retração de dois dígitos no resultado líquido e compressão na margem financeira. Projeções da Reuters indicam que o custo de risco pode superar 4%, refletindo a piora na carteira corporativa.
Analistas projetam queda no lucro, na rentabilidade e um retorno sobre o patrimônio de apenas 7,3%.
A deterioração ocorre apesar do avanço no crédito agrícola, historicamente uma fortaleza do banco. Caso as provisões confirmem a expectativa, o payout – atualmente próximo de 40% – pode ficar sob revisão, reduzindo a atratividade do dividendo para o investidor de renda.
Isenção de até US$ 50 mexe com varejo e câmbio
Quase no mesmo instante, Brasília oficializou o fim da chamada “taxa das blusinhas”, zerando o imposto de importação para compras internacionais até US$ 50. O gesto, que atende plataformas asiáticas, tende a pressionar margens de varejistas locais e, de quebra, aliviar o índice de preços no curto prazo.
Historicamente, reduções de tarifa elevam o volume de encomendas em até 30% no trimestre seguinte, segundo dados da Receita Federal. A entrada maior de produtos importados também diminui a demanda por dólares comerciais, fator que pode conter a volatilidade cambial em um cenário já tensionado pela guerra entre EUA e Irã, que derrubou as projeções da Agência Internacional de Energia para a oferta global de petróleo.
Como isso afeta o seu bolso? Juros menores sobre o cartão internacional e concorrência acirrada no e-commerce podem reduzir o preço final ao consumidor, mas pesam nos lucros das empresas listadas. Para acompanhar cada desdobramento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco do Brasil