Nova alta pressiona crédito e eleva risco de endividamento
Fundação Procon-SP – Em levantamento divulgado recentemente, a entidade identificou que o custo do empréstimo pessoal avançou para 8,59% ao mês, um sinal de que o alívio monetário ainda não chegou ao bolso do consumidor.
- Em resumo: a taxa média subiu 0,15 p.p., impulsionada sobretudo pelo reajuste de 11,9% do Bradesco.
Bradesco dispara juro; Banco do Brasil reduz, mas efeito é limitado
Entre as seis instituições avaliadas, o spread mais agressivo veio do Bradesco, que elevou o juro de 8,49% para 9,50% a.m. Já o Banco do Brasil nadou contra a maré e recuou de 7,39% para 7,29% a.m., movimento isolado que não conteve a alta geral. De acordo com dados do Banco Central, a média de juros ao consumidor segue bem acima da trajetória da Selic, hoje em 10,50% ao ano.
“Os dados coletados referem-se às taxas máximas pré-fixadas para clientes pessoa física não preferenciais, independentemente do canal de contratação”, esclarece o Procon-SP.
Selic recua, mas custo do dinheiro permanece pesado
Mesmo com a taxa básica recuando desde agosto de 2023, o crédito ao consumidor não acompanha o mesmo ritmo. Historicamente, bancos demoram até seis meses para repassar cortes da Selic, segundo séries temporais do Banco Central. Além disso, a inadimplência em alta obriga as instituições a reforçar margens para cobrir riscos.
No cheque especial, a pesquisa mostrou manutenção em 8,00% a.m., teto fixado pelo Bacen desde 2020. Embora o limite exista para conter abusos, o percentual ainda representa juros superiores a 150% ao ano, patamar que merece atenção redobrada de quem costuma recorrer a essa modalidade.
Como isso afeta o seu bolso? Com o empréstimo pessoal mais caro, cada R$ 10 mil financiados por 12 meses podem custar quase R$ 5 mil só em juros. Você pretende adiar ou renegociar dívidas? Para mais análises sobre crédito e política monetária, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay