Estratégia da XP mira rendimento imediato sem abrir mão de proteção
XP Investimentos – Em relatório divulgado recentemente, a corretora reforçou que manter a carteira diversificada é a defesa mais eficiente enquanto a escalada militar no Irã sustenta o petróleo em patamar alto e pressiona a inflação global.
- Em resumo: Selic, prefixados, títulos IPCA+ e FIIs formam o quarteto recomendado para atravessar o atual estresse geopolítico.
Pós-fixados: remuneração gorda com liquidez diária
Com a taxa Selic ainda de dois dígitos, aplicações atreladas ao CDI – como Tesouro Selic e CDBs de grandes bancos – continuam sendo a âncora da carteira, avalia a XP. Dados do Banco Central mostram que o juro real brasileiro segue entre os mais altos do mundo, atraindo fluxo de capital estrangeiro.
“Mesmo em ciclo de queda de juros, o retorno dos pós-fixados segue atrativo e com risco mínimo”, destaca a corretora.
Prefixados e IPCA+: trunfo contra incerteza fiscal e inflação
A XP recomenda ampliar a fatia em títulos prefixados com vencimento em torno de quatro anos. Segundo levantamento da Reuters, as curvas de juros já embutem prêmio de risco ligado ao conflito e ao quadro fiscal, o que abre espaço para ganho extra se as tensões arrefecerem.
Na mesma linha, papéis indexados ao IPCA – como o Tesouro IPCA+ de seis anos – protegem o poder de compra caso o barril de petróleo fuja do controle. Historicamente, cada alta de US$10 no Brent adiciona até 0,4 ponto percentual ao IPCA brasileiro, lembra a XP.
Fundos imobiliários: renda mensal menos exposta ao exterior
Os FIIs aparecem com recomendação acima da média. Fundos de papel, que compram CRIs e surfam nos juros altos, lideram a preferência. Já os fundos de tijolo dependem mais da trajetória da Selic, mas galpões logísticos e shoppings bem localizados tendem a repassar inflação nos aluguéis.
Como isso afeta o seu bolso? Escolher produtos de renda fixa e FIIs adequados ao seu perfil pode blindar ganhos nominais e reais durante a turbulência. Para mais análises e carteiras recomendadas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: REUTERS