Empresas de capital fechado já se alinham para aproveitar a brecha de mercado
BTG Pactual — Depois da estreia da Compass, que captou R$ 3,2 bilhões, o banco de investimento vê espaço para uma sequência de ofertas públicas iniciais na B3 nas próximas semanas, mesmo com juros ainda elevados.
- Em resumo: o sucesso da Compass pode reduzir a incerteza e destravar ao menos “uma dezena” de novos IPOs, segundo o CFO do BTG.
Primeira faísca: por que a Compass virou termômetro para a bolsa
A operação foi a primeira desde 2021 e sinalizou que há apetite do investidor, sobretudo estrangeiro, por papéis de empresas brasileiras. De acordo com dados da Reuters, o volume global de IPOs na América Latina caiu 85% nos últimos quatro anos — fator que torna o sucesso local ainda mais relevante.
“Tem várias empresas prontas. Quando uma vem, puxa outras”, afirmou Renato Hermann Cohn, CFO do BTG Pactual.
Contexto macro: juro alto freia dívida e empurra empresas para a bolsa
Com o mercado de debêntures perdendo fôlego desde março, muitas companhias passaram a olhar o equity como alternativa de financiamento. Historicamente, janelas de IPO se abrem quando o prêmio de risco recua e há liquidez internacional — movimento que ganhou força após a sinalização do Banco Central de que a Selic pode iniciar corte gradual ainda este ano.
Como isso afeta o seu bolso? Mais ofertas elevam a concorrência por recursos, o que tende a precificar ações a múltiplos mais atraentes para o investidor de varejo. Para acompanhar as próximas movimentações da bolsa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3