Ganho extraordinário reforça estratégia de previsibilidade do FII
Alianza Crédito Imobiliário (ALZC11) – O fundo imobiliário reportou, na divulgação de resultados de março, entrada de caixa adicional oriunda da liquidação de sua primeira Nota Comercial. O movimento sustenta o dividendo de R$ 0,10 por cota e amplia a exposição a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
- Em resumo: ganho de R$ 0,0354 por cota turbinou reservas e mantém a faixa de distribuição entre R$ 0,09 e R$ 0,10 até 2026.
Nota Comercial de curto prazo amplia liquidez
Com risco maior que o dos CRIs tradicionais, a Nota Comercial liquidada entrega retorno superior e, segundo a gestora, terá participação pontual na carteira. O fluxo extra permitiu reforçar reservas distribuíveis, decisão alinhada à prática de suavizar oscilações inflacionárias — o IPCA avançou 0,83% em fevereiro, segundo dados do IBGE.
A taxa média ponderada de compra da carteira voltou a superar IPCA + 12% ao ano, consolidando o carrego atrativo do ALZC11.
CRIs avançam a 76% e recompra de cotas reduz desconto
Dentro da alocação, o fundo aumentou posições nos CRIs MLPAR e MARI e reduziu Braspark e OPY, levando os papéis de crédito a representarem 76,1% do patrimônio líquido. Já os fundos imobiliários passaram a 23%.
Paralelamente, 56 mil cotas foram recompradas em março a preço médio de R$ 7,69 — cerca de 0,9% abaixo do valor patrimonial — estratégia que tende a elevar o resultado por cota no médio prazo, prática frequente em listados na B3.
O que observar nos próximos meses?
Com reservas acumuladas de R$ 0,1607 por cota e pressão de inflação ligada a petróleo e tensões geopolíticas, o guidance de proventos segue intacto. Caso o IPCA continue acima da meta, a carteira indexada à inflação pode reforçar a renda real do cotista.
Como isso afeta o seu bolso? Em cenários de inflação elevada, fundos atrelados ao IPCA tendem a proteger poder de compra. Para aprofundar esse tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Alianza