Queda reflete custo de matéria-prima e juros altos, aponta CNI
Confederação Nacional da Indústria (CNI) – O órgão informou recentemente que o Índice de Desempenho das pequenas indústrias fechou o 1º trimestre em 43,7 pontos, o piso desde o choque inicial da Covid-19. O resultado pressiona margens e amplia o risco de demissões no setor que mais gera empregos formais.
- Em resumo: Índice despenca para 43,7 pts contra média histórica de 44,1.
Confiança do empresário segue no vermelho
O pessimismo não dá trégua: o ICEI das pequenas empresas permaneceu abaixo de 50 pontos, estacionando em 44,6 em abril de 2026. Segundo análise interna da CNI, já são 17 meses sem sinal de otimismo – uma tendência que, de acordo com levantamento semelhante da Reuters, costuma antecipar cortes de investimento e congelamento de contratações.
“O ICEI das pequenas empresas ficou em 44,6 pontos em abril de 2026, completando 17 meses de falta de confiança”, detalha a nota técnica da CNI.
Custos disparados e juros pressionam margens
Além da carga tributária ainda liderar as reclamações, o alto custo ou escassez de matéria-prima saltou para a 2ª posição entre os problemas, atingindo 34,1% das respostas. A escalada coincide com o encarecimento de insumos metálicos e químicos observada desde 2025. Já as taxas de juros elevadas subiram ao 2º lugar no setor da construção, refletindo a manutenção da Selic em dois dígitos durante boa parte de 2025, movimento que só começou a se inverter após os últimos cortes de 0,50 p.p. pelo Banco Central.
Como isso afeta o seu bolso? Menos confiança e margens apertadas dificultam reajustes salariais e novos empregos. Para entender outros indicadores que mexem com o mercado de trabalho, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / CNI