Agenda dupla de inflação e tensão geopolítica coloca o mercado em modo alerta
IBGE – Na terça-feira (12), o instituto apresenta o IPCA de abril, que pode empurrar o acumulado em 12 meses para 4,4%, limite superior da meta. Na mesma semana, o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, adiciona risco externo à equação.
- Em resumo: IPCA projetado em 0,69% no mês enquanto o aperto de mãos Xi-Trump pode redefinir o humor global.
IPCA sob a lupa: pressão de preços e o real teste para a Selic
Analistas esperam que serviços e combustíveis liderem a alta, refletindo a escalada do petróleo acima de US$ 100 e a indexação interna. De acordo com projeções compiladas pela Reuters, qualquer variação acima do consenso reforçará apostas de fim antecipado no ciclo de cortes da Selic.
“O mercado deve dissecar o índice para entender quanto dessa pressão vem do Oriente Médio e quanto é inércia interna.”
Para efeito de comparação, o IPCA rodava a 3,7% há seis meses. Caso a leitura confirme 4,4%, será a primeira vez desde 2022 que o indicador flerta com o teto da meta, elevando o custo de financiamento de empresas e famílias.
Xi, Trump e o tabuleiro global: por que um aperto de mãos preocupa
Na quinta-feira (14), os holofotes se voltam a Pequim para a reunião entre Trump e Xi. Uma declaração fora de tom pode reacender temores de guerra comercial, justamente quando o Federal Reserve já indica juros elevados até 2027. Nos EUA, CPI e PPI — divulgados dias 12 e 13 — calibrarão a expectativa para o PCE, métrica favorita do Fed.
Para investidores brasileiros, o combo “inflação alta aqui, juros firmes lá fora e risco geopolítico” tende a elevar a volatilidade do Ibovespa, do dólar e dos prêmios dos títulos públicos.
Como isso afeta o seu bolso? Alta do IPCA encarece crédito, enquanto choques externos podem pressionar o câmbio e importar inflação. Para aprofundar sua estratégia diante desse cenário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IBGE