Fuga de capitais e hotéis vazios revelam vulnerabilidade do emirado
Capital Economics – A consultoria britânica calculou que, após o início dos ataques entre EUA-Israel e Irã, a ocupação hoteleira em Dubai desabou para 20% e o fluxo de voos caiu em torno de dois terços, acendendo alerta vermelho para investidores e turistas.
- Em resumo: só em um pregão, bolsas de Dubai e Abu Dhabi encolheram US$ 120 bilhões.
Rota do dinheiro: Suíça e Singapura ganham espaço
Gestores de patrimônio relatam forte aumento de consultas de clientes baseados nos Emirados em busca de alternativas na Reuters. A estratégia, apelidada de “hibridismo estratégico”, combina manter operações no Golfo e deslocar reservas de longo prazo para praças mais neutras.
“Muitos enxergam a mudança como um seguro obrigatório: Singapura para capturar crescimento asiático; Suíça para blindagem de capital”, resume Till Christian Budelmann, do banco privado Bergos.
Imóveis e turismo: boom interrompido e correção à vista
O mercado residencial, que quase dobrou de preço entre a pandemia e 2024, já sente o baque. Dados da Bloomberg indicam retração mensal de 20% nas transações, e projeções do Citi Research apontam possível queda de 7% a 15% nas cotações até o fim do ano.
Também pesa no caixa do emirado a dependência do turismo, responsável por 12% do PIB local. Com a imagem de “porto seguro” abalada, analistas lembram que a última vez que o setor despencou dessa forma foi durante a Primavera Árabe, quando a retomada levou cerca de 18 meses.
Como isso afeta o seu bolso? Se você tem exposição a ações, fundos ou imóveis ligados ao Golfo, vale monitorar a duração do impasse EUA-Irã: cada novo ataque aumenta a probabilidade de correção mais profunda. Para aprofundar o tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: David Davies/PA Wire/DW