Estabilidade fiscal e câmbio previsível elevam o país vizinho ao radar de quem busca proteção de capital
Banco Central do Uruguai — Em meio a oscilações políticas e tributárias no Brasil, a segurança jurídica oferecida por Montevidéu tem impulsionado uma onda recente de aportes de famílias e gestoras brasileiras, atraídas por regras estáveis de câmbio, baixa interferência estatal e legislação pró-investidor.
- Em resumo: legislação rígida contra quebras de contrato e tributação clara transformam o Uruguai em hub de diversificação patrimonial para brasileiros.
Por que a Praça Independência virou “porto seguro” regional
Relatórios de casas de análise indicam que o fluxo de capitais brasileiros para fundos sediados no Uruguai subiu dois dígitos em 2023. Segundo levantamento da Reuters, a economia uruguaia fecha balanços há mais de uma década sem moratórias ou reestruturações de dívida, reforçando a percepção de risco menor.
“Os contratos são cumpridos à risca e qualquer disputa é julgada em cortes especializadas, sem ingerência política”, destaca trecho do estudo sobre segurança jurídica divulgado por consultoria internacional.
Impostos previsíveis e contas em dólar favorecem a diversificação
Enquanto o Brasil discute reformas tributárias sucessivas, o Uruguai mantém alíquotas estáveis sobre ganho de capital há mais de 15 anos. A possibilidade de abrir contas bancárias em dólar, combinada a acordos de bitributação limitados, simplifica a proteção de patrimônio contra a desvalorização do real.
Como isso afeta o seu bolso? A migração de recursos para o país vizinho cria pressão para que bancos e corretoras brasileiras ofereçam produtos similares de blindagem cambial. Para mais detalhes sobre estratégias de alocação internacional, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo