Fuga para o “dólar cripto” altera o jogo de quem investe e envia dinheiro na região
Bitso – A exchange latino-americana constatou, em sua 5ª edição do “Panorama Cripto”, que stablecoins já respondem por 40% de todas as compras feitas em 2025 nos seus principais mercados (Argentina, Brasil, Colômbia e México), ultrapassando o Bitcoin pela primeira vez.
- Em resumo: USDC e USDT juntos lideram as ordens, revelando a dolarização acelerada das carteiras locais.
Argentina puxa a estatística e Brasil mostra perfil mais diversificado
Na Argentina, 71% das compras foram em stablecoins, um reflexo direto da inflação e da volatilidade cambial. Já no Brasil, o quadro é menos extremo: 34% em stablecoins contra 22% em BTC, indicando foco em portfólios balanceados. Em Colômbia e México, a fatia atrelada ao dólar ficou em 46% e 36%, respectivamente, segundo dados compilados pela Reuters.
“O que antes era predominantemente um investimento especulativo hoje se consolida como uma solução financeira prática”, destaca Nicolás Alonso, country manager da Bitso no Brasil.
Por que o dólar digital ganhou tração tão rápido?
Stablecoins lastreadas em dólar, como USDC e USDT, oferecem liquidez 24/7 e custo reduzido para remessas, além de proteção imediata contra moedas locais instáveis. Historicamente, crises cambiais na América Latina costumam elevar a procura por dólar físico; agora, o mesmo movimento migrou para o ambiente cripto, replicando o fluxo, mas com menos atrito.
Para investidores, a mudança exige atenção: embora o Bitcoin siga dominante nas carteiras com 52% de participação, o uso cotidiano de stablecoins aponta para uma dupla estratégia — reserva de valor em BTC e liquidez diária em ativos estáveis.
Como isso afeta o seu bolso? A preferência por stablecoins barateia transferências internacionais e serve de hedge cambial imediato. Quer aprofundar o tema? Acesse nossa editoria especializada e veja como montar sua alocação.
Crédito da imagem: Divulgação / Bitso