Alta relâmpago no QAV acende sinal de alerta para companhias e viajantes
Petrobras – A estatal anunciou que, a partir de 1º de maio, o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras aumenta 18%, o que representa acréscimo de R$ 1 por litro em relação a abril.
- Em resumo: custo operacional das companhias aéreas sobe de imediato, com potencial repasse às tarifas.
Operadoras aéreas já calculam impacto bilionário
Segundo estimativas de analistas, o combustível representa cerca de 35% dos gastos de uma empresa aérea. Uma alta de dois dígitos pode reduzir margens e forçar ajustes de preços. De acordo com a Reuters, o petróleo já vinha escalando desde a interrupção no Estreito de Ormuz, rota de um quinto do fornecimento global.
“Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, informou a Petrobras ao manter a possibilidade de parcelamento em seis vezes, com primeira parcela só em julho.
Geopolítica e volatilidade: o que explica a disparada
O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã fechou temporariamente o Estreito de Ormuz, elevando o barril do Brent a patamares não vistos desde 2024. Historicamente, cada avanço de 10% no petróleo costuma refletir em reajuste quase proporcional no QAV dentro de 30 dias, pois a Petrobras revisa contratos no primeiro dia útil de cada mês.
Como isso afeta o seu bolso? Se a pressão persistir, aéreas podem cortar rotas ou ajustar tarifas já na alta temporada. Para mais análises sobre o setor, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil