Instituições terão de pedir aval até maio de 2027 para continuar no jogo
Banco Central – A autarquia publicou resolução que redefine o serviço de pagamento ou transferência internacional (eFX), movimento que cria uma camada extra de segurança para quem envia recursos ao exterior e, ao mesmo tempo, libera remessas de até US$ 10 mil para aplicações financeiras.
- Em resumo: apenas instituições autorizadas poderão operar eFX a partir de 1º de outubro de 2026.
Contas segregadas e reporte mensal elevam vigilância
Além do limite ampliado, as empresas terão de manter contas exclusivas para o trânsito do dinheiro dos clientes e fazer um relatório mensal ao BC. A exigência replica boas práticas internacionais apontadas pelo Grupo de Ação Financeira (Gafi) e aproxima o Brasil de hubs globais de câmbio digital.
“O serviço eFX será restrito a instituições autorizadas a funcionar pelo BC. As que ainda não têm aval precisarão solicitá-lo até maio de 2027.”
O que muda para quem envia dinheiro ou investe fora
Na prática, o novo teto de US$ 10 mil cobre a maior parte das remessas de pessoa física para corretoras internacionais, universidades e plataformas de investimento. Em 2025, segundo dados do BC, operações abaixo desse valor representaram mais de 80% dos 16 milhões de ordens de câmbio eletrônico. A previsão do mercado é de que o segmento movimente R$ 200 bilhões em 2026, impulsionado pela digitalização dos meios de pagamento e pelo avanço do Open Finance.
Como isso afeta o seu bolso? A supervisão mais rígida tende a reduzir fraudes e custos operacionais, mas pode acelerar a consolidação do setor. Para acompanhar todos os desdobramentos regulatórios, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS