Nova etapa promete agilizar tributos e apertar cerco à sonegação
Ministério da Fazenda — O governo detalhou nesta quinta-feira (30) o split payment, mecanismo que vai reter automaticamente a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) no ato do pagamento, mudando a rotina de caixa das empresas já em 2026.
- Em resumo: Pix, boleto e TEDs terão a separação imediata do imposto antes do dinheiro chegar ao vendedor.
Pix inaugura recolhimento automático de impostos
Na largada, apenas meios eletrônicos mais rastreáveis entram no modelo: Pix, boletos bancários e transferências. Cartões e vouchers ficam para fases futuras, conforme explicou o ministro Dario Durigan em coletiva. Segundo levantamento da Reuters, o Pix movimenta mais de R$ 1 trilhão por mês, o que dá escala imediata à nova forma de cobrança.
“Vamos adotar o sistema de maneira gradual, sem penalidades iniciais, garantindo aprendizado ao longo de 2026”, afirmou Durigan.
Adaptação gradual e impacto no fluxo de caixa
Pelo modelo, se uma venda de R$ 100 tiver R$ 20 de tributos, apenas R$ 80 são creditados à empresa; os R$ 20 seguem direto ao Tesouro. O cálculo poderá ser exato — conferindo a nota fiscal em tempo real — ou estimado, via percentual fixo quando não houver dados completos.
Experiências internacionais, como o IVA europeu apontado pelo FMI, mostram que a retenção na fonte reduz fraudes e antecipa receita governamental, mas exige ajustes de capital de giro pelas companhias.
Como isso afeta o seu bolso? A retenção instantânea tende a diminuir a margem de manobra das empresas para postergar impostos, o que pode refletir em preços ou prazos de pagamento. Para acompanhar cada etapa da reforma, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda