Permanência inesperada reforça continuidade da política monetária norte-americana
Federal Reserve (Fed) — Ao confirmar que deixará a presidência em 15 de maio, mas permanecerá como diretor, Jerome Powell sinaliza estabilidade na condução dos juros, mantidos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, segundo decisão anunciada recentemente.
- Em resumo: Powell sai do comando, mas continua votando; mercado vê menor chance de cortes abruptos.
Mercado reage à dupla mensagem: troca de cadeira sem mudar a taxa
Analistas lembram que a diretoria do Fed decide por maioria simples; a presença do ex-presidente como votante tende a preservar o atual viés “data-dependent”, afirma reportagem da Reuters.
“Só existe um presidente do conselho do Federal Reserve. Quando Kevin Warsh for confirmado e tomar posse, ele será o presidente”, frisou Powell, destacando que não pretende interferir na nova gestão.
O que a manutenção de Powell no board significa para inflação, dólar e B3
O Fed tem meta de inflação de 2% e mandato dual: controlar preços e sustentar o emprego. Desde 2023, a autoridade elevou o juro ao maior patamar desde 2001 para conter pressões geradas por choques como pandemia, guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio. A desaceleração observada ao longo de 2024 abriu espaço para três cortes, mas a faixa atual ainda restringe crédito global.
Com Powell no colegiado até, potencialmente, 2028, os investidores projetam que futuras reduções aconteçam de forma gradual, diminuindo a volatilidade do câmbio e dos ativos listados na B3. Casas de research calculam que cada 0,25 p.p. de corte no Fed Funds pode aliviar até 0,10 p.p. no CDI brasileiro, via canal de fluxo estrangeiro.
Como isso afeta o seu bolso? A continuidade de Powell reduz o risco de movimentos bruscos no dólar e, por tabela, no preço dos alimentos e combustíveis. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters