Indústria nacional ganha fôlego e mira fatia maior do mercado europeu
Confederação Nacional da Indústria (CNI) – A entidade estima que, desde 1º de maio, mais de 80% dos itens que o Brasil vende ao bloco europeu desembarcam com alíquota de importação zero. O corte imediato reduz custos logísticos e abre espaço para que empresas locais ganhem preço frente a concorrentes asiáticos e norte-americanos.
- Em resumo: 2.932 produtos já cruzam o Atlântico sem qualquer tarifa, sendo 93% bens industriais.
Máquinas e alimentos aceleram na largada pós-acordo
A lista de beneficiados inclui compressores, peças mecânicas e bombas industriais, segmento em que quase 96% das exportações agora entram livres de imposto. No agronegócio, centenas de itens – de sucos a derivados de soja – também ganham competitividade, movimento confirmado pela Reuters.
“Máquinas e equipamentos concentram 21,8% dos produtos com tarifa zero; alimentos ficam com 12,5%”, detalha a CNI em nota técnica sobre o primeiro lote de desonerações.
Impacto macro: de 9% para 37% do comércio global coberto por acordos
Com a União Europeia na lista de parceiros preferenciais, a participação dos acordos comerciais do Brasil salta de 9% para potenciais 37% das importações mundiais. Na prática, isso significa acesso a um mercado estimado em mais de 700 milhões de consumidores – quatro vezes a população brasileira – sob regras unificadas de compras governamentais e padronização técnica.
Ainda assim, nem tudo será imediato. Para setores considerados sensíveis, a eliminação total de tarifas ocorrerá em até 10 anos no lado europeu e 15 anos no Mercosul, podendo chegar a 30 anos para tecnologias emergentes.
Como isso afeta o seu bolso? Custos menores na indústria tendem a gerar empregos, pressionar a inflação para baixo em alguns segmentos e atrair investimento estrangeiro. Para entender outras mudanças no cenário econômico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil