Setor pressiona governo em meio ao pacote contra endividamento
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – Representantes de sindicatos de taxistas levaram ao ministro Luiz Marinho, na última terça-feira (28), pedido formal para abrir uma linha de crédito do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) voltada à renovação da frota e à redução do endividamento da categoria.
- Em resumo: a medida pode liberar financiamento subsidiado para até 600 mil profissionais em todo o país.
Pressão sindical e a negociação dentro do FAT
O assunto será levado hoje à Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do FAT, onde também serão apresentadas as contas de 2025. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a pasta avalia atrelar o crédito a metas de eficiência energética, em linha com o esforço federal de combate a dívidas e estímulo à economia real.
“O presidente Lula já vem estimulando a criação de uma linha de crédito para os taxistas”, frisou Marinho.
Potencial de renovação e impacto no consumo de veículos
Se aprovada, a linha teria como lastro os recursos do FAT, tradicional fonte do BNDES para programas como o Proger. Em 2022, um cadastro emergencial registrou 250 mil taxistas ativos — número que hoje os sindicatos estimam em 600 mil. Uma renovação em larga escala poderia movimentar a cadeia automotiva, afetando diretamente montadoras, revendas e oficinas.
Historicamente, programas de frota renovada reduzem custo de manutenção, consumo de combustível e emissões, além de abrirem espaço para a adesão de veículos híbridos ou elétricos, segmento que já recebe incentivos do Banco Central via linhas verdes. Com a Selic em 10,50% ao ano, taxas subsidiadas via FAT podem representar alívio real no fluxo de caixa de motoristas autônomos.
Como isso afeta o seu bolso? Caso o crédito saia, a concorrência com aplicativos tende a ficar mais acirrada e o preço das corridas pode estabilizar. Para acompanhar cada capítulo dessa negociação, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil