Indústria reage à isenção e alerta para onda de demissões no Brasil
Confederação Nacional da Indústria (CNI) – A publicação no Diário Oficial que remove o imposto federal de 20% sobre importações de até US$ 50 gerou resposta imediata do setor produtivo, que fala em concorrência desleal e ameaça direta ao emprego e à arrecadação.
- Em resumo: entidades projetam perda de até R$ 20 bi e impacto em 18 milhões de vagas formais.
Concorrência externa turbinada pressiona fábricas nacionais
A CNI classifica a decisão como “financiamento” à indústria estrangeira, sobretudo da Ásia. Levantamento interno apontou que a cobrança criada em 2024 evitou a entrada de R$ 4,5 bi em produtos importados e manteve mais de 135 mil empregos. Já a Associação Brasileira do Varejo Têxtil reforça que o segmento, responsável por 18 milhões de vagas, pode encolher se a isenção persistir, segundo dados da Reuters.
“Permitir a entrada de importações de até US$ 50 sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.
O que muda para consumo, arrecadação e cadeia produtiva
Para o consumidor das classes C, D e E, roupas, eletrônicos e utilidades domésticas tendem a ficar mais baratos, enquanto o ICMS estadual permanece. Já para o governo, a renúncia fiscal se soma a uma balança comercial que registra alta de 13% nas compras on-line internacionais desde 2022, segundo números públicos do Banco Central. Sem o tributo, a pressão sobre a indústria local deve crescer, sobretudo em setores de mão de obra intensiva como o têxtil.
Como isso afeta o seu bolso? Produtos importados podem ficar mais acessíveis, mas o risco de fechamento de vagas e redução de renda interna pode anular parte do ganho de preço. Para acompanhar os próximos desdobramentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney