Gasto federal triplica no ano e expõe fragilidade das contas estaduais
Tesouro Nacional – Ao honrar R$ 377,05 milhões em dívidas garantidas de entes subnacionais em abril, o governo elevou para R$ 1,37 bilhão o desembolso em 2026, sinalizando risco fiscal que pode influenciar juros futuros e o custo de captação de todo o setor público.
- Em resumo: Rio de Janeiro concentrou 58% da ajuda e continua líder na dependência de garantias federais.
Rio assume 790 mi; RS e RN ampliam dependência
Somente o Rio de Janeiro consumiu R$ 297,64 milhões em abril e já acumula R$ 790,49 milhões no ano, seguido por Rio Grande do Sul (R$ 465,30 mi) e Rio Grande do Norte (R$ 90,54 mi). De acordo com levantamento da Reuters, esses três estados respondem por mais de 90% das garantias acionadas em 2026, tendência que pressiona a curva de dívida pública regional.
Desde 2016, a União desembolsou R$ 87,89 bilhões para honrar garantias estaduais e municipais, recuperando apenas R$ 6,04 bilhões no período.
Suspensão de contragarantias trava a recuperação dos valores
Boa parte do montante não recuperado integra o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), criado em 2017 para dar fôlego a entes em calamidade financeira. Enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul permanecem no programa, valores relativos a Goiás e Minas Gerais migraram para o PROPAG, mantendo a suspensão temporária da execução das contragarantias.
Como isso afeta o seu bolso? O avanço dos desembolsos eleva a percepção de risco soberano, fator que pode encarecer empréstimos, impactar a Selic terminal e, em última instância, aumentar o custo do crédito para famílias e empresas. Para acompanhar os próximos movimentos do Tesouro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Tesouro Nacional