Creditar ainda em 2026 pode turbinar o retorno de quem carrega VIVT3
Telefônica Brasil (VIVT3) confirmou a distribuição de R$ 600 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), com base no balanço de 30 de abril de 2026, decisão que reforça a política de remuneração agressiva da companhia e chama a atenção do mercado para o potencial de yield do papel.
- Em resumo: serão R$ 0,18775 brutos por ação, líquidos de 17,5% de IR, a serem pagos até 30/04/2027.
Data-com em 27/05: por que cada pregão conta
Quem estiver posicionado ao fim do pregão de 27 de maio de 2026 terá direito ao crédito individualizado; a partir do dia seguinte, os papéis ficam “ex-JCP”. Segundo cálculos do consenso reunido pela Reuters, o montante representa um payout perto de 24% do lucro projetado para 2026, percentual acima da média histórica do setor de telecom.
“O valor líquido totaliza R$ 495 milhões e será abatido do dividendo obrigatório do exercício social encerrado em 31/12/2026”, informa a ata do conselho da companhia.
Benefício fiscal e efeito no custo de capital
Ao optar pelo JCP, a empresa contabiliza a saída como despesa financeira, reduzindo a base de Imposto de Renda e preservando caixa — mecanismo previsto na Lei 9.249/1995. Para o acionista, a retenção de 17,5% na fonte diminui a carga tributária frente ao dividendo tradicional, que seria integralmente tributado na declaração anual.
Nos últimos três anos, as operadoras de telecom têm ampliado o uso de JCP para mitigar pressões de capex intenso em 5G. De acordo com dados do Banco Central, o custo médio de captação corporativa caiu 1,2 ponto percentual desde 2024, o que torna o repasse aos investidores via JCP ainda mais atrativo.
Como isso afeta o seu bolso? O yield estimado, somado aos dividendos já previstos, pode elevar o retorno total de VIVT3 para acima de 7% em 12 meses. Para entender outros movimentos que podem mexer com a sua carteira, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Telefônica Brasil