Piloto avança e mira eficiência inédita para títulos corporativos
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) deu início à fase de testes do seu projeto-piloto de tokenização, que envolve debêntures e fundos de investimento e promete mexer nas estruturas de custo de todo o mercado.
- Em resumo: 20 iniciativas de 50 instituições simulam, por seis meses, emissão, liquidação e custódia de ativos em blockchain.
Bancos e gestoras buscam fechar a conta da ineficiência
Entre as escolhidas, casas como Bradesco, Santander e fintechs de infraestrutura vão avaliar quanto a migração para blockchain pode reduzir etapas manuais — uma dor antiga do back office. Segundo estimativas do estudo global citado pela Reuters, digitalizar ativos pode economizar até US$ 12 bilhões ao ano no mundo.
“O desafio é manter as mesmas garantias regulatórias em um ambiente totalmente novo”, lembrou Luiz Pires, gerente de inovação da Anbima, durante o São Paulo Innovation Week.
Token vira tendência regulatória no Brasil e nos EUA
O piloto nasce no mesmo momento em que a B3 estuda uma depositária tokenizada e a SEC, nos Estados Unidos, libera negociações de ações em formato tokenizado na Nasdaq. No Brasil, o Real Digital do Banco Central, previsto para 2025, deve criar uma camada oficial de liquidação em DLT, acelerando a adoção pelas tesourarias.
Historicamente, debêntures concentram cerca de R$ 1 trilhão em estoque, segundo dados da CVM. Qualquer ganho de eficiência na emissão e no monitoramento dessas dívidas corporativas pode se traduzir em taxas menores para empresas e, indiretamente, em retornos ajustados mais atraentes para o investidor de renda fixa.
Como isso afeta o seu bolso? Se a tokenização cortar custos operacionais, parte dessa economia tende a aparecer na rentabilidade líquida dos fundos e nas taxas cobradas pelos títulos. Para acompanhar cada novo passo dessa revolução financeira, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Anbima