Indústria e impostos também recuam, mas consumo ainda sustenta o 1º tri
Banco Central do Brasil — A autoridade monetária divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) deslizou 0,67% em março, sinalizando perda de tração no fim do 1º trimestre e colocando o setor de serviços, maior empregador do país, no centro das atenções do mercado.
- Em resumo: Serviços encolheram 0,79% e responderam pela maior parte da queda do indicador.
Serviços perdem ritmo e pesam na leitura do BC
O recuo disseminado entre serviços, indústria (-0,23%) e impostos (-0,21%) levou o IBC-Br a ficar abaixo da mediana das projeções, que apontava retração de 0,30%, segundo levantamento Broadcast. Dados detalhados podem ser conferidos no painel oficial do BC.
“O IBC-Br de março antecipa crescimento forte do PIB no primeiro trimestre do ano”, avaliou Leonardo Costa, economista do ASA, destacando a desaceleração gradual esperada para os próximos meses.
Por que o consumo ainda evita uma freada brusca
Embora março tenha sido negativo, economistas do Santander lembram que mercado de trabalho aquecido e incentivos fiscais mantiveram o consumo das famílias robusto no trimestre. Esse colchão de demanda explica por que o banco mantém projeção de alta de 1,0% para o PIB do primeiro trimestre de 2026 e de 1,8% para o ano completo.
Historicamente, quedas pontuais do IBC-Br não significam, por si só, recessão. Em 2023, por exemplo, o índice oscilou em três dos 12 meses e ainda assim o PIB cresceu 2,9% segundo o IBGE. A diferença agora é que a atividade vinha de dois meses de alta (0,87% em fevereiro, dado revisado), o que reforça a surpresa negativa de março.
Como isso afeta o seu bolso? Caso a tendência de perda de ritmo em serviços se consolide, analistas já falam em menor pressão inflacionária e mais espaço para cortes adicionais na Selic, o que poderia baratear crédito e impulsionar investimentos. Para acompanhar cada movimento da economia, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil