Simples Nacional acuado exige ação rápida antes que o caixa seque
Ministério da Fazenda – A combinação entre reforma tributária, adoção do split payment e a manutenção da Selic em patamar elevado vem encurtando o fôlego financeiro das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras nos últimos meses.
- Em resumo: com impostos retidos na fonte e financiamento mais caro, o giro de caixa das PMEs encolhe, elevando o risco de inadimplência.
Reforma tributária muda o fluxo: dinheiro do imposto sai primeiro
A proposta de split payment prevista no texto da reforma faz com que a parcela destinada ao fisco seja separada no ato da venda, reduzindo a liquidez imediata do empresário. Segundo dados do Ministério da Fazenda, o novo modelo visa combater a evasão, mas desloca parte do risco financeiro para quem vende.
“O recolhimento fracionado terá impacto direto na disponibilidade de capital de giro das PMEs, exigindo planejamento mais rigoroso”, adverte nota técnica anexa ao projeto.
Juros de dois dígitos elevam custo do capital de giro
Enquanto a reforma ainda tramita, o ambiente de crédito segue adverso: a Selic permanece em 13,75% ao ano, nível que não se via desde 2017, de acordo com o Banco Central do Brasil. Em 2020, a taxa chegou a tocar 2%, indicando que o custo atual é quase sete vezes maior.
Esse salto pressiona linhas de capital de giro e antecipação de recebíveis, alternativas recorrentes das PMEs para compensar atrasos de clientes ou sazonalidade das vendas. Especialistas recomendam rever prazos de pagamento a fornecedores e reforçar reservas de emergência antes que o split payment entre em vigor.
Como isso afeta o seu bolso? Menos capital circulando na cadeia pode encarecer produtos e serviços, corroendo o poder de compra do consumidor final. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo