Rombo bilionário na Receita escancara fragilidade no setor de refino privado
Receita Federal — O órgão cobra R$ 26 bilhões em tributos não pagos ligados a uma refinaria privada no Rio de Janeiro, cujo controlador, o empresário Ricardo Magro, vive nos Estados Unidos há cerca de dez anos. O passivo fiscal elevou o caso ao status de um dos maiores processos de sonegação já registrados no país.
- Em resumo: dívida equivale a quase 10% de toda a arrecadação federal obtida apenas com combustíveis em 2023.
Entenda o impacto imediato no caixa público e no mercado
Segundo dados de arrecadação compilados pela Reuters, o governo depende fortemente dos tributos sobre derivados de petróleo para equilibrar suas contas. Quando um passivo deste porte fica em aberto, aumenta a pressão por novas fontes de receita ou cortes de gastos — fatores que alimentam volatilidade nos juros e na bolsa.
Ricardo Magro mora nos EUA há uma década e é alvo de pedidos do presidente Lula para que o governo norte-americano execute o mandado de prisão expedido pela Polícia Federal.
Risco jurídico, precedentes e efeito na confiança dos investidores
Especialistas dizem que dívidas tributárias bilionárias costumam arrastar-se por anos, gerando incerteza sobre a real saúde financeira das empresas envolvidas. De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a dívida ativa da União supera R$ 2,4 trilhões, e casos concentrados como o da refinaria aprofundam a percepção de seletividade na cobrança.
Como isso afeta o seu bolso? A escalada de disputas fiscais no setor de óleo e gás pode resultar em repasse de custos aos combustíveis ou em retração de investimentos, mexendo diretamente no preço que você paga na bomba. Para acompanhar outras análises de economia e política, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Google Maps