Pressão corporativa e falta de suporte custam caro às empresas
Organização Internacional do Trabalho (OIT) – relatório global divulgado recentemente revela que longas jornadas, insegurança profissional e assédio já provocam mais de 840 mil mortes por ano e corroem 1,37% do Produto Interno Bruto mundial, índice que equivale a centenas de bilhões de dólares perdidos em produtividade.
- Em resumo: além do custo humano, o estresse no trabalho pressiona o caixa das companhias e dos governos, abrindo espaço para novas multas e regras.
Perdas bilionárias ameaçam margens e competitividade
Segundo estimativas citadas pela OIT e repercutidas pela Reuters, doenças cardiovasculares e transtornos mentais ligados ao ambiente corporativo já retiram quase 45 milhões de anos de vida saudável da força de trabalho a cada ciclo anual, pressionando planos de saúde e aumentando o turnover.
“Os riscos psicossociais estão se tornando um dos desafios mais significativos para a segurança e a saúde no trabalho no mundo moderno”, alerta Manal Azzi, líder de políticas de segurança e saúde da OIT.
NR-1 pode mudar o jogo para folhas de pagamento em 2026
No Brasil, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) – agora prevista para maio de 2026 – autoriza auditores a multar empresas que tolerem metas abusivas, sobrecarga de horas ou assédio moral. Na última década, afastamentos por transtornos mentais saltaram 196%, segundo dados do INSS, gerando despesas bilionárias ao Tesouro e às companhias que custeiam contributos previdenciários.
Enquanto a digitalização e o home office avançam, especialistas alertam que algoritmos de produtividade exacerbados e a pulverização dos times podem piorar o quadro. Países da OCDE já discutem tetos de jornada e métricas de bem-estar para proteger a engrenagem econômica.
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