Petróleo dispara e mercados reprecificam o risco de conflito no Golfo
Casa Branca – A nova ameaça do ex-presidente Donald Trump ao Irã, publicada no Truth Social, reaqueceu os temores de ruptura no Estreito de Ormuz e fez o Dow Jones Futuro recuar 0,66% nesta segunda-feira, enquanto o barril de Brent tocou US$ 110,48.
- Em resumo: tensão militar pressiona petróleo para cima e acende sinal de alerta sobre inflação global.
Futuros negativos e petróleo acima de US$ 110
Logo na abertura da sessão eletrônica em Nova York, os três principais índices apontavam queda, refletindo a busca por proteção. Segundo dados da Reuters, o S&P 500 Futuro perdia 0,41% e o Nasdaq 0,25%, enquanto o WTI avançava quase 1% a US$ 106,44.
Trump alertou que “não sobrará nada” do regime iraniano caso “medidas não sejam tomadas em breve”, uma declaração que o mercado interpretou como risco concreto de bloqueio ao fluxo de 20% do petróleo mundial.
Por que o investidor deve monitorar a curva de juros
Quando o petróleo supera a marca de US$ 100, o repasse aos preços costuma encarecer o frete, pressionar alimentos e, historicamente, elevar a inflação em 0,2 a 0,3 ponto percentual nos EUA em 12 meses. Em 2019, por exemplo, um pico semelhante levou o rendimento da Treasury de 10 anos a saltar 35 pontos-base em menos de duas semanas.
Nas próximas 48 horas o mercado ainda digerirá os balanços de Nvidia, Target e Walmart, que podem indicar se o consumo americano segue resiliente diante do choque de energia.
Como isso afeta o seu bolso? Caso o petróleo se mantenha acima de US$ 110, analistas veem chance de o Federal Reserve adiar cortes de juros, encarecendo crédito e impactando ações de crescimento. Para acompanhar todas as atualizações do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters