Balanço frustra e inadimplência dispara, desencadeando onda de vendas
Nu Holdings – controladora do Nubank – viu suas ações cederem 5,72%, a US$ 12,19, na última sexta-feira (15/5), acumulando perda de 12,05% na semana e de 20,53% no mês, movimento que contaminou todo o segmento de fintechs listadas em Nova York.
- Em resumo: lucro por ação e receita vieram abaixo do consenso, enquanto a inadimplência de curto prazo saltou para 5%.
Pressão extra: provisões maiores e executivos vendendo papéis
Os números do 1º trimestre decepcionaram, com lucro por ação de US$ 0,19 ante expectativa de US$ 0,1971. A receita também ficou aquém: US$ 4,97 bi contra previsão de US$ 5,06 bi, segundo compilação da Reuters. O mercado reagiu ainda pior ao avanço de 89 pontos-base na inadimplência (15-90 dias) e às vendas de US$ 4,4 mi em ações realizadas por executivos nos últimos três meses.
“O ano de 2026 será de investimento”, declarou o CFO Guilherme Lago, citando gastos extras com IA, retorno ao escritório e expansão internacional.
Contexto macro: juros nos EUA e conflito no Oriente Médio pioram humor
O pessimismo coincidiu com a alta do petróleo Brent acima de US$ 108 e a reprecificação dos Fed Funds, colocando na mesa a possibilidade de juros altos por mais tempo. Esse ambiente apimentou a aversão a risco e acelerou a saída de capital das techs financeiras brasileiras.
PicPay, Inter, Stone e PagBank seguiram a rota de queda – entre 8% e 13% na semana – enquanto apenas o Agibank fechou no azul, mas ainda acumula -32,56% desde o IPO. Historicamente, períodos de aperto monetário tendem a penalizar empresas intensivas em crescimento e crédito, como mostra a série de desempenho das fintechs desde 2022.
Como isso afeta o seu bolso? A correção diminui o valor de mercado dessas companhias e pode pressionar remunerações de programas de fidelidade ou elevar custos de serviços financeiros digitais. Para acompanhar as próximas movimentações do setor, acesse nossa editoria Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Nubank