Queda brusca no resultado coloca eficiência operacional à prova
Marisa Lojas (AMAR3) reportou prejuízo líquido de R$ 95,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, enterrando o lucro de R$ 2,4 milhões registrado um ano antes e puxando o freio das expectativas para o varejo de moda.
- Em resumo: prejuízo veio acompanhado de retração de 3,8% na receita líquida, para R$ 286,5 milhões.
Eficiência visada esbarra em queda de receita e Ebitda mirrado
A empresa afirma que o período “seguiu em linha” com o plano de reestruturação, mas o mercado monitora a capacidade de conversão dessas iniciativas em caixa. O Ebitda despencou 66,9%, para R$ 28,6 milhões, enquanto o indicador comparável (SSS) subiu 60,6%, sinalizando melhora pontual em lojas maduras.
“Seguimos priorizando iniciativas com maior retorno operacional, mantendo disciplina na alocação de capital”, destacou o CEO Edson Garcia no comunicado aos acionistas.
Dívida maior e margens apertadas elevam o risco em 2026
Mesmo após cortar 17,2% das despesas gerais e administrativas, a Marisa viu a margem bruta consolidada ceder dois pontos, para 49,1%. A dívida líquida saltou a R$ 336,8 milhões e a alavancagem passou de 0,8x para 1,3x Ebitda, patamar que afasta folga financeira à frente — quadro sensível em um ambiente de juros ainda elevados no Brasil.
No lado positivo, as vendas digitais avançaram 22% e o Cartão Marisa ultrapassou 1 milhão de plásticos ativos, reforçando a estratégia omnicanal e de serviços financeiros, tendência que o Banco Central tem observado como diferencial competitivo no setor.
Como isso afeta o seu bolso? O resultado pressiona as ações AMAR3 no curto prazo e indica que reestruturações podem demorar a se refletir em lucro. Para acompanhar outras movimentações de empresas listadas, visite nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Lojas Marisa