Sinal de aceleração reaquece debate sobre juros e câmbio já para o meio do ano
Federal Reserve – Dados divulgados recentemente mostram que a produção das fábricas norte-americanas avançou 0,6% em abril, reforçando a tração da indústria mesmo diante de riscos na cadeia de suprimentos vindos do Oriente Médio.
- Em resumo: salto de 3,7% na montagem de veículos puxou a primeira alta robusta desde janeiro.
Automóveis lideram, mas gargalos no fornecimento acendem alerta
A melhora superou a estimativa de analistas, que previam alta de 0,2%, segundo cálculos compilados pela Reuters. A leitura substitui a queda divulgada no mês anterior por um ganho revisado de 0,1%, sinal de resiliência num momento em que o setor enfrentava receio de paralisações logísticas devido ao conflito Irã–Israel.
“A produção manufatureira aumentou 0,6% em abril após um ganho revisado de 0,1% em março”, informou o Fed, destacando que a fabricação de veículos automotores avançou 3,7% no período.
Por que 0,6% pode mexer com juros, dólar e a Bolsa brasileira
O movimento ocorre no mesmo mês em que o ISM Manufacturing PMI voltou à zona de expansão, algo que não acontecia desde setembro de 2022. Historicamente, cada ponto percentual de avanço na produção industrial dos EUA adiciona cerca de 0,3 ponto ao PIB trimestral, parâmetro que o mercado utiliza para projetar trajetória de inflação. Caso a tendência se consolide, cresce a chance de o Federal Reserve adiar cortes de juros, fortalecendo o dólar e exigindo prêmio maior nas curvas de países emergentes, inclusive na B3.
Como isso afeta o seu bolso? Um dólar mais forte pressiona produtos importados e pode encarecer viagens, enquanto juros externos elevados tendem a reduzir a liquidez para ações brasileiras. Para entender outros indicadores que mexem com seus investimentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters