Corte de juros anima o mercado, mas banco vê brecha de risco nos fundos imobiliários
BTG Pactual – Em relatório divulgado recentemente, o banco avaliou que a queda da Selic de 14,75% para 14,50% ao ano alivia apenas parte da pressão sobre o segmento de fundos imobiliários (FIIs), mantendo a recomendação de foco em carteiras lastreadas em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) de baixo risco.
- Em resumo: a diferença de 220 pontos-base entre FIIs high grade (12,8% ao ano) e high yield (14,5%) não compensa, segundo o BTG.
Gap de 220 bps reforça postura defensiva
O banco destaca que, apesar do corte promovido pelo Banco Central, os juros reais continuam em terreno restritivo, o que pressiona o custo do crédito corporativo e, por tabela, o caixa de locatários e devedores de CRIs.
“É importante pontuar que o fluxo de recebimentos dos CRIs não necessariamente está apenas condicionado à ocupação dos imóveis, mas sim à capacidade de pagamento do devedor”, diz o BTG no documento.
Por que a tese defensiva supera a euforia da Selic
Historicamente, a classe high grade exibe índices de inadimplência bem inferiores aos segmentos high yield, além de contar com garantias mais robustas – fator valioso em ciclos de política monetária voláteis. Para lembrar, o IFIX acumulou alta próxima de 8% nos últimos 12 meses, mas com picos de volatilidade quando o mercado global precificou riscos externos, como o conflito no Oriente Médio.
Como isso afeta o seu bolso? O dividendo estável dos FIIs high grade pode atuar como colchão de proteção em cenários de crédito mais apertados. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual