Tensão geopolítica pressiona commodities e amplia clima de aversão a risco
B3 – Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato de junho do Ibovespa Futuro caía 0,43%, para 178.600 pontos, acompanhando o recuo dos índices futuros em Nova York e a escalada do petróleo após ataques com drones no Golfo Pérsico.
- Em resumo: salto do petróleo reforça temor de inflação e derruba bolsas globais.
Petróleo em alta e índices dos EUA em queda acendem sinal amarelo
Os futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuavam até 0,39% no mesmo horário, enquanto o barril do Brent avançava, repercutindo o fechamento parcial do Estreito de Ormuz e novas ameaças sobre o Irã, segundo dados da Reuters.
“O Estreito de Ormuz permanece fechado, com exceção de um fluxo mínimo de embarcações, à medida que Teerã tenta formalizar seu controle sobre a via marítima que, em tempos normais, transporta 20% do comércio mundial de petróleo e gás.”
O que a nova onda de tensão significa para inflação e juros
Historicamente, choques de oferta no petróleo costumam impactar o IPCA em até dois trimestres, pressionando combustíveis e, indiretamente, alimentos e fretes. Caso o Brent se mantenha elevado, economistas projetam revisão nas curvas de juros, que ainda precificam cortes pontuais na Selic para o segundo semestre.
Como isso afeta o seu bolso? Um petróleo mais caro encarece transporte, puxa inflação e pode adiar reduções nos juros, encarecendo crédito e reduzindo o potencial de valorização das ações. Para acompanhar os próximos movimentos do mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3