Mesmo após um desembolso recorde, fundo garante liquidez e evita corrida bancária
Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — O mecanismo de proteção a depositantes encerrou 2025 com patrimônio líquido de R$ 123,2 bilhões, mesmo depois de mobilizar R$ 57,4 bilhões para conter os efeitos da liquidação do Banco Master, episódio que abalou o sistema financeiro brasileiro.
- Em resumo: 870 mil credores já receberam R$ 49 bilhões em garantias sem alterar a liquidez do fundo.
Pressão recorde testa o colchão de liquidez
A crise do conglomerado Master forçou o FGC a acionar, em tempo real, sua maior operação desde 1995. Segundo dados compilados pela Reuters, o choque levou o fundo a registrar provisão de R$ 40,6 bilhões de imediato, seguida por uma antecipação extraordinária de contribuições bancárias de R$ 32,2 bilhões em março de 2026.
“Em 2025, o FGC completou 30 anos e recebeu da sociedade o maior reconhecimento que poderia almejar: a confiança de depositantes e investidores”, declarou o diretor-presidente Daniel Lima no relatório anual.
Garantia de até R$ 250 mil reforça a diversificação do investidor
O limite de cobertura — R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, até R$ 1 milhão a cada quatro anos — permanece intacto. Criado em 1995 para situações pontuais, o FGC ganhou relevância após a crise de 2008 e hoje cobre produtos como CDB, LCI, LCA e poupança. Para efeito de comparação, o FDIC norte-americano protege até US$ 250 mil por conta, modelo que inspirou ajustes no teto brasileiro em 2013.
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Crédito da imagem: Divulgação / FGC