Rentabilidade minguante coloca holofote no risco de ficar atrás do CDI
Verde Asset – num recorte de três anos encerrado em 22 de abril, o icônico fundo Verde entregou 133% do CDI e virou exceção em uma indústria onde nomes como SPX, Kapitalo e JGP agora patinam bem abaixo do indicador de referência, corroendo a expectativa dos cotistas.
- Em resumo: só o Verde ficou no topo; outros nove fundos “estrela” renderam de 32% a 103% do CDI.
Por que as gestoras consagradas ficaram para trás
Choques geopolíticos, juros elevados e tributação de fundos exclusivos reduziram o espaço para apostas macro bem-sucedidas. Segundo dados do monitoramento global da Reuters, a volatilidade gerada por guerras e pela reconfiguração do comércio internacional encurtou a janela de previsibilidade que esses gestores costumavam explorar.
Nos últimos 12 meses, todos os fundos analisados viram saídas líquidas; o Absolute Vertex II perdeu R$ 2 bilhões, enquanto o SPX Nimitz encolheu R$ 209 milhões.
Cenário de juros altos acirra a concorrência da renda fixa
Com a Selic estacionada em patamar real elevado, títulos públicos e fundos de crédito passaram a oferecer retorno semelhante com menor oscilação. Dados históricos do Banco Central mostram que cada ponto porcentual extra no CDI eleva a “barra” que o gestor multimercado precisa superar para justificar taxas de 2% ao ano mais performance.
Como isso afeta o seu bolso? Aplicar num multimercado que rende 60% do CDI significa, na prática, abrir mão de quase metade do juros básico sem garantia de recuperação. Para aprofundar a avaliação das suas carteiras, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Verde Asset