Por que o investidor de varejo e o institucional enxergam o mesmo fundo de forma tão diferente?
InfoMoney — Em debate recente no programa Liga de FIIs, especialistas alertaram que a pressa do cotista pessoa física por “dividendo pingando” colide com a estratégia dos gestores, que precisam pensar no ciclo completo dos ativos imobiliários.
- Em resumo: busca por renda mensal pode sacrificar ganhos de capital futuros e aumentar riscos.
Divergência de objetivos pressiona decisões de alavancagem
O investidor e analista André Bacci explicou que fundos vêm recorrendo a dívidas atreladas ao CDI, operação vista como racional pelos grandes investidores, mas recebida com ceticismo pelo varejo. Dados da Reuters mostram que o número de emissões com componente de alavancagem saltou 35% em 12 meses, reforçando a tensão entre crescimento e distribuição imediata.
“As decisões do gestor que atende institucional são inerentemente diferentes das expectativas do investidor pequeno”, resumiu Bacci durante a transmissão no YouTube do InfoMoney.
Liquidez e tamanho dos fundos ganham peso na hora de escolher
O mercado de FIIs soma hoje mais de 2,2 milhões de CPFs, segundo a B3, contra menos de 200 mil em 2018. Com a base pulverizada, carteiras maiores e mais líquidas tendem a ser priorizadas pelos gestores, já que um book bem preenchido reduz custo de captação e volatilidade das cotas.
Como isso afeta o seu bolso? Escolher fundos alinhados ao seu horizonte — renda mensal ou valorização patrimonial — é decisivo para evitar frustração. Para mais análises e estratégias, acesse nossa editoria de Investimentos Inteligentes.
Crédito da imagem: Divulgação / Freepik