Tensão eleitoral sacode bolsa, câmbio e renda fixa de uma só vez
B3 – Na última quarta-feira (13), o Ibovespa recuou 1,8% e o dólar voltou à casa dos R$ 5 após a divulgação de áudios que ligam o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, reacendendo a aversão a risco nos mercados locais.
- Em resumo: Bolsa, câmbio e juros caíram em bloco, revelando a alta correlação dos ativos domésticos em períodos de tensão política.
Mercado reage em bloco ao novo “Flávio Day”
O recuo foi acompanhado de saída de capital estrangeiro e aumento nos prêmios dos títulos públicos, segundo dados intradiários da Reuters. O movimento repetiu o padrão visto em dezembro, quando o anúncio da pré-candidatura do senador derrubou o Ibovespa em 4,2%.
“A reação dos mercados locais, com movimentos bruscos e de mesma direção, com perda de valor na bolsa, na moeda e nos ativos de renda fixa, evidencia a alta correlação dos ativos de risco”, diz Ian Caó, diretor de investimentos da Gama.
Diversificação internacional: amortecedor comprovado
Especialistas lembram que, em choques eleitorais anteriores – de 2002, 2014 e 2018 –, carteiras com ao menos 20% em ativos globais reduziram a volatilidade total em até 30%, segundo levantamento da B3. Em cenários de estresse doméstico, a desvalorização do real turboalimenta ganhos em dólares, compensando parte das perdas locais.
Quem busca proteção sem exposição cambial pode recorrer a ETFs de ações americanas com hedge; esses fundos entregaram retorno anualizado de 9,4% nos últimos 20 anos, superior aos equivalentes sem proteção e com menor oscilação, de acordo com a CVM.
Como isso afeta o seu bolso? Uma alocação global evita que todo o patrimônio seja impactado pelo noticiário político doméstico e pode suavizar quedas bruscas como a vista na quarta-feira. Para aprofundar estratégias de diversificação, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS