Investimento acelerado mira evitar blecautes e pressiona rivais
Eneva – Principal vencedora do leilão de capacidade realizado em março, a companhia confirmou ter desembolsado R$ 2,2 bilhões para iniciar obras, mesmo enquanto Ministério Público e Congresso tentam barrar o certame.
- Em resumo: R$ 2,2 bi já saíram do caixa antes da homologação, sinalizando confiança no contrato de 19 GW.
Contestações avançam no Congresso e no MPF
A Reuters relembra que o leilão, o maior da história do setor, despertou questionamentos da Âmbar, de parlamentares e do Ministério Público Federal. A Agência Nacional de Energia Elétrica rejeitou os primeiros recursos, mas ainda não homologou o resultado.
“Não era um leilão para contratar a energia mais barata do mundo, era um leilão para evitar um apagão,” escreveu Adriano Pires, fundador do CBIE.
O Projeto de Decreto Legislativo liderado pelo deputado Danilo Forte, se aprovado, pode anular contratos avaliados em R$ 18 bilhões — quase um terço deles nas mãos da Eneva, que superou Petrobras e Âmbar na disputa.
Capacidade extra pode mexer nas tarifas em 2025
Especialistas lembram que o Operador Nacional do Sistema Elétrico alertou para picos de demanda noturna sem geração solar. A contratação de 19 GW em termelétricas e hidrelétricas busca tapar esse buraco e reduzir o risco de racionamento como o vivido em 2001.
Para o consumidor, o efeito direto virá na conta de luz: se a energia térmica for despachada com frequência, o custo tende a subir. Em 2023, o ONS registrou recorde de consumo de 101 GW, reforçando a pressão sobre a matriz.
Até 2035, a própria Eneva projeta necessidade adicional de 40 GW, o equivalente a quatro usinas de Belo Monte. A empresa diz ter 10 GW prontos para os próximos leilões, indicando que a disputa por novos contratos deve se intensificar.
Como isso afeta o seu bolso? Tarifas podem subir se a demanda crescer mais rápido que a oferta firme. Para mais detalhes sobre o cenário energético, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Eneva